Jô: Frente em defesa do Brasil


“Nós temos de assegurar uma frente ampla, não para determinados interesses particulares, mas, sobretudo, para defender a democracia, a estabilidade institucional, o desenvolvimento, a economia nacional, a PETROBRAS, e tudo aquilo que representa a afirmação de nossa nacionalidade”. A proposta é da deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) e feita hoje (01), em discurso da tribuna da Câmara, ao defender o financiamento público das campanhas eleitorais, o reforço dos partidos políticos históricos e programáticos e registrar a eleição da deputada Luciana Santos (PE) presidente nacional do PCdoB.

Para a parlamentar,  é essencial não só livrar o voto do peso do poder econômico, como compreender que qualquer mecanismo que enfraqueça os partidos políticos “é uma contribuição ao autoritarismo e à exclusão da pluralidade no País”.

Jô Moraes também exaltou o PCdoB: “O PCdoB é, sim, um partido revolucionário; o PCdoB quer, sim, superar o capitalismo; o PCdoB quer construir uma sociedade socialista de igualdade; mas o PCdoB compreende que tem que realizar essas alternativas a partir da construção da realidade concreta do Brasil”.

Discurso

Eis a íntegra do pronunciamento da deputada federal Jô Moraes:

Senhor Presidente caros deputados, queridas deputadas.
O debate sobre a reforma política, sem dúvida nenhuma, é a questão mais importante, mas nós temos que realizar esse debate com a clareza do aspecto central que se quer da Reforma Política que pretendemos.
Há duas questões que são essenciais. Quando falamos que temos que livrar o voto do peso do poder econômico, do dinheiro, temos como eixo central, evidentemente, acabar com o financiamento empresarial para as campanhas eleitorais. Como isso vai se realizar? Qual é a alternativa? Esse é um debate que nós devemos fazer, mas nós temos que compreender que, para tirar o poder econômico do voto, é preciso proibir a contribuição, o dinheiro das empresas.
Eu diria mais. Dentro desse processo, do debate, nós temos que compreender que temos que reforçar os partidos políticos. Qualquer mecanismo que enfraqueça os partidos políticos, que impeça partidos históricos, como o PCdoB, partidos que têm um programa, como o PV, que tem a opção de uma política ambientalista, é uma contribuição ao autoritarismo e à exclusão da pluralidade do País.
Por isso, eu quero dizer aqui que neste momento o PCdoB tem a enorme satisfação de registrar nesta Casa a alegria de ter eleito neste final de semana uma mulher jovem, combativa, militante, nordestina, Luciana Santos, para a presidência do partido.
E, mais do que isso, a Luciana assume a presidência do partido, passado numa herança e numa transição de grande consistência política por parte de Renato Rabelo, reafirmando a política programática. O PCdoB é, sim, um partido revolucionário; o PCdoB quer, sim, superar o capitalismo; o PCdoB quer construir uma sociedade socialista de igualdade; mas o PCdoB compreende que tem que realizar essas alternativas a partir da construção da realidade concreta do Brasil.
E é exatamente por isso que quando tomou posse Luciana Santos, ela reafirmou ali que a esperança era a construção e o caminho para a felicidade, a esperança de ter um País desenvolvido, e nós reafirmamos ali a concepção e a compreensão do PCdoB que nós temos que ter um programa que tenha um desenvolvimento soberano com distribuição de renda como alternativa.
Para isso nós temos de assegurar uma frente ampla, não para determinados interesses particulares, mas, sobretudo, para defender a democracia, a estabilidade institucional, o desenvolvimento, a economia nacional, a PETROBRAS, e tudo aquilo que representa a afirmação de nossa nacionalidade.
Era isso, Senhor Presidente. Jô Moraes – deputada federal (PCdoB/MG)”

Parlatube

O pronunciamento da deputada Jô Moraes também está no Parlatube.

Foto: Arquivo parlamentar

Jô Moraes: O PCdoB tem a enorme satisfação de registrar nesta Casa a alegria de ter eleito neste final de semana uma mulher jovem, combativa, militante, nordestina, Luciana Santos, para a presidência do partido